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Porto Velho | RO | Terça-feira, 09 de Fevereiro de 2010
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Redação
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História da política

 

As notícias políticas que tenho recebido da população porto-velhense são para fazer qualquer um morrer de rir. Se é que é possível alguém morrer de rir. Atualmente, o que mais se ouve é eleitor querendo saber quem é que está comprando votos. Há um desespero e o estopim está acesso. Ao saber desse atual quadro, lembrei-me de uma história que aconteceu no pleito eleitoral de 2000. Um candidato ( vou omitir o nome) realizou uma campanha honesta, transparente e pontuada em propostas de idéias e um plano de metas para quando assumisse o cargo de vereador. Antes, porém, contratou 500 “formiguinhas”, no último mês da campanha, para ajudar a conseguir três votos cada uma. A idéia era brilhante e a matemática mais fácil do que nunca. Ora, se 500 “formiguinhas” tinham sido contratadas e cada uma conseguisse três votos, não resta outra conta de que o candidato teria 2000 votos e, à época, seria eleito um dos mais votados vereadores de Porto Velho. A cada dia as “formiguinhas” trabalhavam e o candidato ia recebendo relatórios de sua coordenação de campanha que as adesões e apoios chegavam de todos os quadrantes de Porto Velho e distritos. Quando faltava uma semana para as eleições, o candidato foi orientado a não dispensar as “formiguinhas” no dia  do pleito. Muito pelo contrário. A sugestão era de que o candidato deveria ofertar um marmitex para cada “formiguinha” . A idéia foi aprovada. Lembro-me que, no sábado, estando o articulista no antigo Supermercado  , encontrei o diagramador Ronaldo Affonso, hoje programador visual, com uma militar efetuando as compras de mercadorias para preparar os 500 marmitex para as “formiguinhas”. O sorriso de Ronaldo Affonso ia de uma orelha a outra. Também não é para menos: o seu candidato seria o mais votado. No sábado, todas as “formiguinhas” foram pagas pelo mês trabalhado e acertado o local e hora onde seria entregue o marmitex. Foi uma festa. Todo mundo se cumprimentando e prometendo fazer de tudo no domingo para eleger o candidato. Chegou o dia das eleições. As “formiguinhas”  foram à luta. Os marmitex foram entregues conforme o combinado. Terminado as eleições, criou-se as expectativas pela apuração dos votos. Sai o resultado oficial: 173 votos. O candidato quase teve um infarto. A revolta era grande. Afinal, tinha contratado 500 “formiguinhas”, entregou 500 marmitex e só tinha 173 votos. Conclusão: nem quem comeu o marmitex do vereador votou nele. O tempo passou e um dia a verdade apareceu: outro candidato contratou todas as  500 “formiguinhas” para trabalharem só no dia das eleições e ainda comprou os votos, pois o dinherio só seria pago com o voto na seção apurada. As “formiguinhas” ainda hoje dão gargalhadas. Fui!!! 

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